O Pai Natal e a Globalização

December 25, 2006

Quem não conhece o velhinho de barbas brancas, muito acarinhado por todos, que carrega um saco cheio de presentes, veste vermelho e viaja de trenó com as suas renas? É impossível não conhecer o Pai Natal e, que melhor altura do ano para falar dele senão no Natal, época em que nos encontramos.

Ocorreu-me no outro dia que a globalização atinge-nos de uma forma directa e indirecta todos os dias, mesmo sem sabermos. E o Pai Natal não é excepção. Senão vejamos: quantos de nós não lemos já nas páginas da internet que o facto de o Pai Natal se vestir de vermelho se deve à famosa marca de refrigerantes coca-cola? Facto é que todos conhecemos e recordamos os anúncios publicitários desta marca conhecida internacionalmente.

Antigamente o Pai Natal vestia-se de formas muito variadas, não existindo uma cor específica para o seu tradicional fato. Era normalmente de corres garridas e, na cabeça, usava um barrete ou uma coroa de azevinho. No entanto, em 1931, durante s suas capanhas de inverno, a Coca-cola utilizou a figura de São Nicolau, vestido de forma especial, para promover o seu refrigerante. Vestiram-lhe um fato vermelho, de calas e tunica e, na cabeça, usava um barrete vermelho, com um debruado a branco e um pompom na ponta. Estas cores não foram escolhidas ao acaso, uma vez que são elas, vermelho e branco, que dominam na apresentação da coca-cola.
Desta forma, o Pai Natal aparecia com um ar carinhoso, a beber uma garrafa de coca-cola , tornando-se numa figura de sucesso, verdadeiramente carismática e que já ninguém imagina de outra forma.

Apesar de todos estes factos serem verdadeiros, descobri, depois de pesquisar na internet, que um senhor, de nome Thomas Nast já teria utilizado essas mesmas cores noutras propagandas anteriores, como sendo a colgate. A própria coca-cola disponibiliza no seu site a desmistificação deste mito, passo a redundância, uma vez que reconhecem a sua anterioridade.

O que aconteceu não passou de uma consequência da publicidade levada a cabo por esta companhia. Quando o anúncio começou a ir para o ar, as pessoas focaram de tal modo a sua atenção, que se queixavam à coca-cola no caso de haver alterações. Exemplo disso, é que, num dos anos que o anúncio foi para o ar, e o Pai Natal apareceu com o cinto ao contrário e, noutra altura, apareceu sem aliança. A companhia recebeu imensas cartas a perguntar o que tinha acontecido à Mãe Natal.

É o poder dos media no seu máximo: utilizou a personagem do Pai Natal repetidamente com as mesmas caracteristicas; criou a ilusão de um Pai Natal assim, com uma barriga grande e de vermelho que todos os miudos aceitam como verdadeira e habituou-nos, a todos, a grandes anúncios com presença marcada, todos os natais, deste homem tão adorado pelo mundo.

Fica a pergunta no ar, será que faria diferença se a coca-cola alterassse as caracteristicas do Pai Natal? Até que ponto aceitariam as pessoas essa alteração? Ficam as perguntas no ar para quem quiser responder.

Após este testemunho resta-me desejar-vos boas férias. Bebam muita coca-cola e, já agora, Feliz Natal!

Helena Marques

Borat: Película polémica estreia em Portugal

December 1, 2006

Borat: Película polémica estreia em Portugal

Pseudo-documentário do pseudo-jornalista, interpretado por Sacha Baron Cohen, mostra um Cazaquistão ultra-subdesenvolvido.

Estreia hoje em Portugal o polémico filme "Borat: aprender cultura da América para fazer benefício glorioso à nação do Cazaquistão", da autoria do multifacetado humorista britânico Sacha Baron Cohen, provocador de profissão. O pseudo-documentário do pseudo-jornalista do Cazaquistão (este existe mesmo) é o filme mais visto nos EUA com receitas que ultrapassam já os 109 milhões de dólares.

Borat é um jornalista nascido em 1972, do signo "batata" e natural de Kuzcek, Cazaquistão. O seu pai, conhecido pelo cognome de "o violador", é também o seu avô materno. É viúvo de uma irmã ilegítima, tem três filhos (um concebido com a irmã) e 17 netos, mas o seu orgulho é a irmã Natalya - "a quarta prostituta em todo o Cazaquistão".

É formado na Universidade de Astana onde aprendeu inglês e fez pesquisa sobre pragas. Gosta de ténis de mesa, de dançar, de tomar banhos de sol, de disparar contra cães e de tirar fotografias a mulheres na casa de banho.

Judeu anti-semita e entusiasta da cultura ocidental, Borat embarca na aventura da sua vida para compreender os hábitos e a cultura dos EUA para os transmitir ao seu povo. Missão extra: conhecer Pamela Anderson e casar com ela.

O nome Baron Cohen pode não dizer grande coisa à maioria, mas se se falar em Ali G e, no agora famoso, Borat Sagdiyev, certamente que será mais fácil identificar o comediante britânico celebrizado pelas suas personagens tão conhecidas como ofensivas. Cohen é ainda o inventor de Bruno (com filme próprio já prometido para 2008), repórter sexualmente ambíguo da televisão austríaca.

Polémica

Com "Borat", Cohen cazaque colheu ódios de estimação mesmo antes de o filme ter estreado. Depois dos prémios MTV Europe Music Awards 2005, apresentados por Borat, o governo do Cazaquistão ameaçou Cohen com processos judiciais por ter considerado a sua actuação como ofensiva. O "site" de Borat alojado como cazaque foi fechado pelas autoridades daquele país.

Mais recentemente e a propósito do êxito estrondoso de "Borat", o governo do Cazaquistão comprou quatro páginas a cores de publicidade no "New York Times" para promover o que chamou de "cultura sofisticada, tolerância religiosa e igualdade entre os sexos".

Isto porque Borat promove a imagem de um Cazaquistão ultra-subdesenvolvido, onde os homossexuais usam chapéus azuis, mulheres enjauladas bebem urina de cavalo fermentada e onde o desporto nacional é caçar judeus. Entretanto, o governo cazaque mudou de estratégia e deixou de criticar abertamente a película para tentar uma aproximação.

Sobre todas as críticas de que é alvo, Baron Cohen diz encontrar-se numa situação "bizarra" em que um país o declarou como inimigo público número um, considerando tal facto cómico por ser "anedótico haver pessoas que acreditam existir um Cazaquistão como o representado no filme". Nos EUA, onde a película é um sucesso que poucos arriscariam, o visionamento de "Borat" tornou-se num ritual juvenil, uma experiência cinematográfica pouco ortodoxa para festas universitárias.

Miguel Carvalho
ljcc05065 @ icicom.up.pt
Foto: DR

Tio Patinhas já não é o mais rico do mundo da ficção

November 27, 2006

Apesar de para o público português o seu nome ser praticamente desconhecido, Oliver ‘Daddy’ Wartbucks, ex-general das Forças Armadas americanas que integra o ‘elenco’ da banda-desenhada americana "Little Orphan Annie", criada em 1934, é a personagem mais rica do universo da ficção, noticia a revista Forbes.
No top 3 dos mais endinheirados seguem-se o maléfico patrão de Homer Simpson, Montgomery Burns e o forreta Tio Patinhas.
Depois de, em 2002, a conceituada revista de finanças americana ter elaborado uma lista com as 15 mais ricas personagens de ficção, que levantou alguma polémica entre os fãs, decidiu voltar à carga.
A lista actualizada não só apresenta a fortuna calculada de uma série de personagens como detalha ainda quais foram os investimentos mais proveitosos para cada um.
Desta vez, o Pai Natal foi excluído da lista para não ferir a sensibilidade de todas as crianças que acreditam que ele existe.
Outra das ausências em relação a 2002 é Lex Luthor que, como se viu em "Super-Homem: O Regresso", gastou boa parte da sua fortuna num plano frustrado de conquistar o mundo.
Já aqueles cuja fortuna se baseia essencialmente em investimentos militares ou em metais preciosos, como o Tio Patinhas ou o Homem de Ferro, da Marvel Comics, viram o seu espólio aumentar consideravelmente com o aumento do ouro no mercado.
Entre os que mais ganharam estão Oliver ‘Daddy’ Wartbucks que financiou conflitos no Iraque e no Afeganistão e Montgomery Burns que duplicou a sua fortuna graças a um acordo de intercâmbio tecnológico com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong II.
Até mesmo um simples canalizador pode ter boas ideias. Super Mário, o famoso personagem da Nintendo, surge no 15º lugar já que conseguiu amealhar uma grande quantidade de moedas de ouro, resultante de pedaços de tijolos.

Os 15 milionários ficcionais mais ricos:

1. Oliver ‘Daddy’ Wartbucks
2. Montgomery Burns
3.Tio Patinhas
4. Riquinho
5. Jed Clampet
6. Sr. Monopólio
7. Bruce Wayne
8. Homem de Ferro
9. Príncipe Abakaliki da Nigéria
10. Thurston Howell III
11. Willy Wonka
12. Lucious Malfoy
13. Tony Montana
14. Lara Croft
15. Super Mário

Filme “Postal” vai insultar o mundo

November 26, 2006

    De acordo com o polémico realizador Uwe Boll, “Postal" vai insultar todas as culturas, religiões, grupos políticos e lideres. Ninguém vai ser poupado. O filme pretende provocar pensamentos, risos e debates abertos. O nosso mundo está desequilibrado e Postal vai reflectir o ponto em que estamos.”

    E continua: “O mundo precisa de um filme que seja mais duro na sua sátira do que South Park. As audiências estão preparadas para receber este tipo de sátiras com actores reais, e não bonecos animados. Postal não vai tolerar qualquer tipo de censura.”

    Para rematar numa nota ainda mais polémica, pede aos realizadores que “acordem”, e que as vítimas do 11 de Setembro “não foram em nada heróis”, e deseja que “Postal choque, incomode, ofenda e entretenha”.

Podem ver todas as declarações de Uwe Boll sobre a adaptação a filme do violento videojogo PC no site Skewed and Reviewed

Blogs dos alunos do diurno A

Ana Raquel da Silva Lima 

André Szabo Rio Neiva Vieira

Bernardo Azevedo Freitas Abilheira 

Cátia Liliana Silva Pera 

Eduarda Isabel Pereira de Lima 

Élio Emanuel Baltazar Fernandes 

Filipe Azevedo Brandão 

Filipe Lencastre de Sá

Gilberta Rodrigues

Hugo Sousa 

Inês Catarina Pereira

Inês Marques Barata Pinto 

Joana Ferreira da Silva Moura Bessa

Joana Raquel Magalhães Fernandes Rosa Sousa 

Jorge Amauri Gomes da Costa Moreira 

José Ricardo Barroso de Carvalho

José Rosas de Souza Brandão

João Nuno Ramadas Pereira

Lia Lobo Coelho 

Márcia Daniela da Silva Monteiro

Maria Beatriz Pestana da Silva

Maria Dolores dos Santos Gouveia

Mário Benjamim Silva Antunes

Mário José de Oliveira Simões Martins

Miguel Alberto Moreira de Ascensão

Miguel Ferreira 

Miguel Sá

Nuno Miguel Fernandes Ilhão 

Patrícia Velho 

Paulo Jorge Gomes da Costa 

Paulo Sérgio Brazão Macedo 

Paulo Sérgio Rodrigues Ventura

Pedro Eduardo Costa Barbosa
 
Rodrigo Afonso Mesquita e Mota

Sara Sá Ferreira de Barandela

Sérgio Filipe Magalhães Almeida 

Vitor Queirós